Wednesday, April 23, 2014


Sem engarrafamentos


Casimiro Pedro @ Jornal de Angola
O Casiburro, do pasquim oficial,
agora vai para o trabalho de barco?
Esse caricaturista, muito parco
em inteligência e cultura geral,
decidiu contrariar o Bolha, o senhor director
da publicação propriedade do opressor
em todo o território nacional?
O Bolha, o Rio Beiro defensor das ditaduras,
diz que Angola tem as estradas mais seguras
a nível mundial,
graças à inteligência do governador geral!...
Este director, do grupo dos mercenários cretinos,
passa o tempo a zurrar
e ainda não conseguiu injorcar
de que os carros não são submarinos?
É uma chatice
tanta intrujice...
Toda a gente consegue perceber
de que o Bolha só pode merecer
o prémio do Ingóbil da Burrice.
E para obedecer
a um director assim,
o Casiburro só pode ser
muitíssimo mais ruim.
Será que nas bajulações exageradas,
das suas crónicas boçais,
o Bolha considera como estradas
as vias fluviais?

Sunday, April 20, 2014


Desmocracia

Ainda bem que os europeus
são os donos da democracia.
Na Angolânia, infelizmente,
é uma microscópica minoria,
chefedepostada pelo Rei-Presidente,
a dona da democracia
sanzaleira putinesca,
a ditadura dos Grandes Sobas da Corrupção,
que decide, com muita antecedência,
no gabinete da gerência,
os resultados de cada eleição.

A ministra do cumércio


Ó Idalécio,
a ministra do cumércio
quer acabar com a venda de frescos
em contentores frigoríficos?
Estes pensamentos grotescos
são demasiado decadentes.
Idalécio,
com as decisões da ministra do cumércio,
os frescos vão ficar quentes.
A ministra do Zédu do Cacete
pensa que o microfone é sorvete!

O Mistério da Cumunicação
·        Domingos Kambunji

Uma individualidade de má nota, dum jornalismo de batota, mostrou-se muito indignada por um dirigente da oposição ter-se manifestado contra o cancelamento ou adiamento de um encontro com o Ministro da Cumunicação.
É do conhecimento geral de que o tal Ministro da Cumunicação demonstra muita dificuldade em comunicar. Ele opta por ser um agente de informação da propaganda de quem se está a governar. Essa é uma clonagem intelectual das picadas, lamacentas e esburacadas, que guiam o pensamento para a actuação do Governador Geral.
A individualidade de má nota, dum jornalismo de batota, foi, novamente, aos arquivos, bolorentos, da sua memória distorcida e delirante, rebuscar as habituais alucinações para insultar pessoas com uma linha de pensamento, normal e inteligente, divergente da sua. Aproveitou a oportunidade para invocar os seus sempre mesmos ideais distorcidos, fedorentos, da deontologia, sobre democracia e da diversidade de opinião. A paranóia é tão doentia que desvia-se dos padrões da deontologia e da democracia dos países civilizados, onde se defende o pensamento critico construtivo. Mais uma vez, tentando disfarçar a sua aberração, a individualidade de má nota, dum jornalismo de batota, escuda-se nos tais valores da Constituição, uma prática sempre protegida e aplaudida pelo tal Tribunal Constricional e pelo dono do perímetro de segurança do palácio presidencial, que é todo o território angolano.
Essa individualidade de má nota, dum jornalismo de batota, demonstra uma elevada baralhação no que concerne à diferença entre Comunicação e Cumunicação e Informação, entre diálogo e monólogo. É por essa razão que, como fiel cão de guarda, defende tão raivosamente o papel do tal Ministro da Cumunicação, em vez de corrigir o erro ortográfico no processamento mental, para que se verifique a existência de um Ministério da Comunicação Social em Angola, verdadeiramente adulto e competente.
O Ministro da Cumunicação poderá sempre escudar-se no paternalismo cabritista que protege a infantilidade e impunidade dos servidores directos do Governador Geral. Ora, se nem os deputados têm autorização para questionarem os Ministros da Situação, no Paralamento, porque razão há-de o Ministro da Cumunicação conceder uma audiência a um líder da oposição, afim de discutir assuntos de Comunicação Social honesta, imparcial e independente? Só o Governador Geral, o proprietário dos poderes Executivo, Legislativo e Judicial, do Reigime Feudal, o Grande Soba da Ditadura,  tem autoridade para botar faladura.  E, como toda a gente sabe, o seu staff continua muito ocupado a comemorar as batalhas do Cuito-Carnaval... Este último está com uma muito reduzida disponibilidade para escrever as cábulas que o Líder Querido usa para as entrevistas aos órgãos da comunicação social e a outras instituições, quando não se encontra de férias em Barcelona.
Em Angola, os órgão públicos de informação são propriedade privada dos Altos Dirigentes  da Corrupção.   A função do Ministro da Cumunicação não e comunicar, é a de obedecer e implementar a propaganda do Reigime Feudal de Luanda.
(Nesta resposta tivemos sempre presente o cuidado de não ultrapassarmos os 4 500 caracteres e, por em Angola ser crime, nunca designamos quem for um Grande Ladrão por Gatuno, mas sim por Alto Dirigente do Reigime. Assim, essa individualidade de má nota, saprófita num jornalismo de batota, no seu comportamento fanáticamente partidário, não nos poderá acusar de nos estarmos a alongar para dizer o estritamente necessário.)

Sunday, April 13, 2014


Monoscípios da Angolânia
·        Domingos Kanbunji

Os escribas da imprensa oficial da Zeduardânia, os que criticam a ambição da Ucrânia em eneveredar para um regime verdadeiramente democrático,  não param de surpreender com as suas tiradas cómicas. Eles não têm um sentido de humor muito apurado. A boçalidade abriga-os a desaguar no disparate, no ridiculo, porque a cultura geral e profissional não dá para muito mais.
Há alguns dias eles noticiavam, em grandes parangonas,  que os deputados do MPLA iam efectuar visitas a 161 municípios da Angolânia. Os desatentos ou mal informados devem ter ficado muito sensibilizados.  Os atentos e conscientes da realidade da Angolânia riram a bom rir, com gargalhadas demoradas, daquelas que fazem ir às lágrimas.
Os mal informados pensaram que esses deputados preocupam-se muito com as profundas desigualdades sociais, locais e regionais. Devem ter aplaudido muito ruidosamente, devido à ingenuidade patega.
Os conhecedores da realidade da Angolânia sentiram profundas náuseas e muito asco, depois de terem rido muito. A realidade diz-nos que na Angolânia não existem municípios.  Ainda muito recentemente esses deputados, que obedecem às propostas de lei ditadas pelo comité central do partido no poder e pelo Governador Geral, reprovaram uma discussão sobre autarquias, proposta por um partido da oposição.
Assim, é necessário esclarecer os senhores desatentos e os mal informados de que na Angolânia não existe um sistema e um poder municipal e o poder autárquico parece ser uma utopia, cada vez mais quimera. Os sobas do Reigime monárquico-presidencial fogem, como o diabo da cruz, da hipótese de dividirem o poder e a gestão do país, sob pena de perderem a possibilidade de serem controleiros de tudo e serem destituídos dos cargos, muito rentáveis, de Generais e Digestores Kapercentagem das obras públicas.
 Eles temem que a eleição, Democrática, de líderes locais e regionais atente contra o sofisma, insuflado articialmente através da propaganda partidária, da elevada competência e inteligência do Líder Querido da Angolânia, tal como acontece com o Querido Líder da Russânia ou da Coreia do Nortânia.  É por isso  e para isso que o Líder Querido nomeia os paiLamas do sistema para  cargos de chefes de posto e capatazes nas províncias, em vez de apoiar a eleição, Democrática, de Governadores Provinciais, Presidentes de Câmara, Vereadores, etc.
Na Angolânia ou Zéduardânia o  poder está centralizado numa só pessoa, o Líder Querido, e ele decide tudo e é o dono de todos os poderes: executivo, legislalivo e judicial.
Foi com grande espanto que ouvimos dizer o grande disparate de que na Angolânia iam criar o Tribunal da Relação.  O servidor do dono do poder executivo que anunciou essa “boa nova” parece encontrar-se completamente deslocado da realidade organizacional na Angolânia.
Na Angolânia todos os tribunais são da relação. Eles são obrigados a estarem todos muito bem relacionados com o Líder Querido e seus assistentes mais directos, numa atitude de obediência e subserviência. Se tal não acontecer... continua a haver muitos jacarés famintos ou os Milícias estão sempre disponíveis para irem esmurrar os narizes dos juízes.
Os tais deturpados, perdão, deputados, devem ter viajado para o estrangeiro,  para contactarem as populaçoes e observarem as realidades municipais ou autárquicas, que não existem na Angolânia. Espera-se que aprendam alguma coisa durante essa viagem. Quando regressarem irão ler as conclusões,  escritas antes da partida para essa viagem de constatação das realidades,  afirmando que o crescimento da Angolânia é tão acentuado que as fronteiras do país passaram a ser no Polo Norte, ultrapassando largamente as ambições do poder colonial português que, humilde e modestamente, apenas desejava ser proprietário do mapa cor de rosa.
Essas conclusões também vão relevar o facto de o Líder Querido ter-se preocupado muito com a alimentação das populações da Angolânia e, devido às qualidades nutricionais, descobertas pelos dietistas cabritistas do perímetro de segurança do palácio presidencial, os cidadãos vão passar a alimentar-se de cimento e alcatrão.  

O Ministro da CUmunicação


O Ministro da Cumunicação
resolveu cancelar
o encontro com um líder da oposição.
É natural essa reacção
do Ministro da Cumunicação.
É de lamentar
o Ministro da Cumunicação
não saber comunicar
e estar a engordar
a propagandear
a informação
dos que se estão
a governar.

Saturday, April 12, 2014


O Cónego Cirrosónio


Ó António
tens toda a liberdade para gargalhar
com a arte de bajular
do Cónego Apolónio.
Ele de tudo é capaz.
O Zédu para Prémio Nobel da Paz?
Ó Cónego, ele faz jus
ao Prémio do Ignóbil do Pus.
É uma atitude patética
a deste sipaio da Igreja Católica:
pelo menos uma vez no ano,
pela Quaresma,
esta lesma
é capaz de todos os pecados perdoar,
a quem os confessar,
para depois poder prosseguir
a pecar.
Deixem-me rir
com a coneguesca absolvição
do Soba Máximo da Corrupção
por este religioso capataz
da situação,
defendendo,  para o Zédu , a atribuição
do Prémio Nobel da Paz.
Na celebração
das missas dominicais
o Cónego bebe vinho a mais.